Produtora responsável por Dark Horse afirma que longa foi financiado exclusivamente com investimento privado e diz que “não consta um único centavo” do empresário ligado ao Banco Master.
A produtora GOUP Entertainment afirmou, nesta quarta-feira (13), que não recebeu qualquer recurso financeiro do empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, para a produção do filme Dark Horse, longa baseado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. A manifestação ocorreu após reportagem do Intercept Brasil apontar que empresas ligadas ao banqueiro teriam movimentado cerca de R$ 61 milhões relacionados ao projeto cinematográfico, incluindo valores supostamente destinados ao fundo Havengate Development Fund LP, ligado a aliados do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
Em nota técnica, a GOUP informou que a produção do filme foi estruturada exclusivamente por meio de investimentos privados, sem qualquer utilização de recursos públicos. A empresa também alegou que a legislação norte-americana impede a divulgação dos nomes de investidores protegidos por acordos de confidencialidade. No comunicado, a produtora negou de forma categórica qualquer vínculo financeiro com Vorcaro. “A GOUP Entertainment afirma categoricamente que, dentre os mais de uma dezena de investidores que compõem o quadro de financiadores do longa-metragem Dark Horse, não consta um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário”, afirmou a empresa.
A produtora também destacou que eventuais conversas com empresários ou possíveis apoiadores não representam, necessariamente, participação financeira efetiva no projeto. “Conversas, apresentações de projeto ou tratativas eventualmente mantidas com potenciais apoiadores e empresários não configuram, por si só, efetivação de investimento, participação societária ou transferência de recursos”, acrescentou a nota, ao rebater as suspeitas levantadas após a publicação da reportagem.
Ao final do comunicado, a GOUP Entertainment repudiou qualquer tentativa de relacionar o filme ao caso envolvendo o Banco Master e afirmou permanecer à disposição da imprensa e das autoridades para prestar esclarecimentos. “A GOUP Entertainment repudia, portanto, tentativas de associação indevida entre a produção cinematográfica e fatos externos desprovidos de comprovação documental, financeira ou contratual”, concluiu a produtora.
Com informações do Pleno News












