Deputado acusa governistas de manobra eleitoreira para adiar vigência de proposta e aponta inconsistências técnicas e econômicas no texto do projeto em tramitação.
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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) utilizou a tribuna da Câmara dos Deputados para proferir um duro discurso contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa encerrar a jornada de trabalho no modelo 6×1. O parlamentar alegou que o debate promovido pela esquerda é superficial por desconsiderar discussões profundas sobre a produtividade econômica e tentar alterar a realidade do mercado de trabalho por meio de uma canetada, sem a apresentação de estudos de impacto financeiro. De acordo com o congressista, o texto original possui inconsistências técnicas graves, incluindo erros matemáticos na descrição das horas e relatórios anteriores que previam transições excessivamente longas, o que demonstraria o despreparo dos proponentes na formulação da matéria.
Durante o seu pronunciamento, Ferreira argumentou que o principal problema enfrentado pelo trabalhador brasileiro não se restringe à escala de serviço, mas engloba a perda do poder de compra corroído pela alta carga tributária e pela inflação de itens básicos como alimentos e combustíveis. O deputado também denunciou o que chamou de manobra política dos partidos governistas, os quais teriam alterado o cronograma de vigência da proposta para diluir os efeitos econômicos negativos, estipulando prazos e reduções progressivas em vez de uma aplicação imediata. Ele ressaltou que a oposição aceitou participar da votação para desarmar a narrativa ideológica dos adversários, mas alertou que os proponentes da PEC serão os únicos responsáveis perante a sociedade quando surgirem demissões em massa e o fechamento de postos de trabalho promovidos pelo aumento de custos aos empreendedores.
Ao contrapor o histórico de votações, o parlamentar mineiro enfatizou que a atual gestão federal prioriza a arrecadação de impostos e gastos com viagens internacionais em detrimento de investimentos essenciais em segurança pública, saúde e educação de qualidade, forçando a população a recorrer aos serviços privados. O congressista reafirmou seu posicionamento de independência ao declarar que nunca votou a favor do aumento de tributos ou da criação de cargos públicos e criticou o uso da pauta trabalhista como ferramenta estritamente eleitoral para as urnas. Ferreira concluiu afirmando que o tempo se encarregará de desmentir as promessas ilusórias apresentadas aos cidadãos e que permanecerá atento para cobrar as consequências práticas da aprovação da nova regulamentação trabalhista.












