Parlamentar rebateu críticas sobre acidente do passado, contestou operação da PF e desafiou Vanderlan Cardoso para um debate presencial.
Por Richelson Xavier
O deputado federal e pré-candidato Gustavo Gayer (PL) usou suas plataformas digitais para dar uma resposta contundente aos ataques pessoais desferidos pelo senador Vanderlan Cardoso (PSD). O posicionamento firme do parlamentar do PL ocorre em um momento estratégico da pré-campanha em Goiás, onde o cenário de bastidores aponta para um forte incômodo do atual senador com os números das pesquisas de intenção de voto. Nos levantamentos recentes, Cardoso aparece atrás de Gayer, que vem despontando na liderança do eleitorado goiano dividindo o topo das preferências ao lado de Gracinha Caiado (UB).
No pronunciamento, classificado por ele como o mais importante de sua trajetória, Gayer rebateu ponto a ponto as falas do senador do PSD sobre um acidente de trânsito ocorrido na juventude e o recente mandado de busca e apreensão da Polícia Federal em sua residência. O deputado desmentiu as alegações de que o episódio rodoviário teria deixado sobreviventes paraplégicos e desafiou o rival a provar a acusação sob pena de renunciar ao cargo. Sobre a operação policial, Gayer sustentou que a investigação envolvendo sua cota parlamentar se apoia em premissas falsas sobre seu escritório político, acusando Cardoso de usar conexões no Poder Judiciário para promover uma perseguição política motivada por divergências ideológicas anteriores, como a eleição interna do Senado.
Na segunda metade da gravação, o tom do congressista elevou-se ao apresentar o que chamou de o verdadeiro perfil do adversário, sinalizando que a partir de agora a exposição será minuciosa. O parlamentar do PL exibiu registros de votações e indicativos que associam Cardoso ao Palácio do Planalto, citando o apoio do senador à chamada taxa das blusinhas e a emendas da reforma tributária. Gayer ironizou o pragmatismo político do concorrente, afirmando que ele se apresenta como conservador para capturar o eleitorado evangélico, mas atua alinhado ao governo federal em troca de influência na estatal Codevasp, além de relembrar uma antiga condenação do senador por improbidade administrativa antes de desafiá-lo abertamente para um debate presencial.












