Pré-candidato à Presidência afirma que classificação das facções como organizações terroristas reforça combate ao crime organizado e amplia cooperação internacional.
Foto: Divulgação – Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), comemorou a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. O anúncio foi feito pelo Departamento de Estado norte-americano, que informou que as facções já estavam enquadradas como Terroristas Globais Especialmente Designados e, a partir de 5 de junho, passarão a ser oficialmente reconhecidas como Organizações Terroristas Estrangeiras. O movimento ocorre poucos dias após Flávio Bolsonaro ter participado de agendas nos Estados Unidos e defender publicamente uma atuação internacional mais rígida contra o crime organizado brasileiro.
Em comunicado oficial, o Departamento de Estado destacou o alcance e a periculosidade das facções brasileiras. Segundo o texto, PCC e Comando Vermelho são “duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil”, responsáveis por coordenar milhares de integrantes e promover ataques contra policiais, autoridades públicas e civis. O governo americano também ressaltou que a atuação das organizações ultrapassa as fronteiras brasileiras, alcançando outros países da região e afetando diretamente interesses de segurança dos Estados Unidos. A administração do presidente Donald Trump afirmou ainda que utilizará “todas as ferramentas disponíveis” para interromper o financiamento dessas organizações e combater o narcoterrorismo.
Flávio Bolsonaro classificou a medida como uma vitória no enfrentamento ao crime organizado e reforçou a necessidade de cooperação internacional no combate às facções. O senador já havia defendido publicamente que PCC e Comando Vermelho fossem reconhecidos como grupos terroristas, argumentando que ambas as organizações exercem controle territorial, promovem violência sistemática e possuem redes internacionais de atuação. Nos bastidores políticos, aliados do parlamentar avaliam que a decisão fortalece o discurso de endurecimento contra o crime organizado, tema que deve ganhar protagonismo no debate político nacional nos próximos meses.












