Subida de tom ocorreu durante discussão sobre invasões de áreas públicas e terminou com troca de provocações entre os dois vereadores, que precisaram ser contidos por colegas em defesa da “urbanidade” no plenário.
Foto: Allyne Laís
A sessão plenária da Câmara Municipal de Anápolis desta terça-feira (18) terminou marcada por um confronto verbal entre os vereadores Jakson Charles (PSB) e Cabo Fred Caixeta (PRTB). O episódio começou quando Jakson afirmou que daria um “puxão de orelha” nos vereadores da base por, segundo ele, não reagirem às “mentiras repetidas mil vezes” atribuídas ao vereador Rimet Jules (PT). Caixeta reagiu dizendo que Jakson não tinha autoridade para tratá-lo como filho. “Se for puxar a orelha de alguém, me inclua fora dessa porque o senhor não é meu pai, embora tenha idade para isto, e eu não lhe dou o direito”, afirmou. A resposta elevou a temperatura do debate e levou Jakson a dizer que, caso Caixeta fosse seu “filho”, já teria dado uma “coça” nele.
Caixeta, então, partiu para o enfrentamento direto e afirmou que uma eventual agressão seria “a última”. “Se o senhor acha que pode dar uma coça, o senhor poderia tentar. Provavelmente seria a última. Mas eu tenho certeza de que o senhor não tem coragem”, disse. O vereador também afirmou não conceder a Jakson “essa liberdade” ou “essa intimidade” e repetiu o desafio: “Agora, tenta. Tenta dar coça, vereador. Seria ótimo. Eu gostaria muito. Só que o senhor não tem coragem”. Em seguida, Caixeta afirmou que se considerava integrante da base governista e que, portanto, também estava incluído na cobrança feita por Jakson. O episódio provocou reação da presidente da Casa, que pediu urbanidade para interromper a escalada das provocações.
Jakson Charles voltou à tribuna para afirmar que não havia direcionado inicialmente sua fala a Caixeta. “Se a carapuça serviu no senhor, paciência, mas eu não direcionei ao senhor”, afirmou. Na sequência, porém, retomou o tom de confronto ao dizer que não se considerava pai de Caixeta, mas que, caso fosse, já teria dado uma “coça” no vereador por considerá-lo “muito desobediente” e alguém que “não se comporta no lugar” que ocupa. O bate-boca, que ocorreu em meio ao debate sobre invasões de áreas públicas, expôs mais uma vez a tensão entre os parlamentares e deslocou o foco da discussão política para uma troca de acusações e desafios pessoais no plenário.













