Vereador criticou ocupações de áreas públicas e particulares no Residencial Girassol, mas defendeu o cadastramento de famílias e a inclusão em programas habitacionais.
Foto: Allyne Laís
O vereador Wederson Lopes (UB) afirmou, durante a sessão ordinária desta terça-feira (18), que a Prefeitura de Anápolis deve manter uma política habitacional baseada em regras e criticou a ocupação irregular de áreas públicas ou particulares. A declaração ocorreu após a ação da Divisão de Posturas para retirada de ocupações no Residencial Girassol. “Nós não podemos permitir, e incentivar e fechar os olhos para famílias que invadem áreas públicas ou até mesmo áreas particulares por uma situação de que não tem a terra ou não tem onde morar. Não, não é assim que funciona. Nós não vivemos num país sem lei. Nós não vivemos uma anarquia”, afirmou. Para Wederson, a necessidade de moradia não pode ser utilizada como justificativa para descumprimento das normas, enquanto o poder público deve buscar alternativas legais para essas famílias.
O parlamentar defendeu que famílias em situação de vulnerabilidade sejam identificadas por meio do CadÚnico e encaminhadas para programas habitacionais. Ele afirmou que Anápolis possui instrumentos para atender à demanda e citou a atuação da Câmara na construção de políticas voltadas à habitação. “Nós precisamos, sim, como tem sido feito através do CadÚnico, cadastrar essas famílias e buscar encaixar essas famílias dentro de programas habitacionais. Mas eu me recuso a incentivar a invasão de terra. Eu me recuso a incentivar invasões de áreas públicas”, declarou. Wederson também alertou que a falta de fiscalização poderia estimular a chegada de pessoas de outras cidades e regiões para ocupar terrenos no município. Segundo ele, Anápolis precisa preservar regras e manter uma política habitacional estruturada, ao mesmo tempo em que amplia as alternativas para quem precisa de moradia.
Ao defender sua atuação na Câmara, Wederson citou medidas que, segundo ele, demonstram sua preocupação com o acesso à moradia dentro da legalidade, como a lei de regularização de edificações, a regulamentação da regularização fundiária e o programa Construindo Sonhos, que voltou a ser discutido pelo Legislativo para viabilizar a entrega de casas populares. Ele também mencionou os contemplados do programa Meu Lote Minha História e moradores do Recanto da Lapa que estiveram na Câmara durante sessão anterior para tratar de regularização fundiária. “Eu quero aqui manifestar o meu total repúdio à invasão de terras no município de Anápolis. O meu total repúdio a construções sem alvará, sem permissão, sem licença aqui no município de Anápolis. E quero manifestar a minha sensibilidade às famílias que não têm onde morar”, afirmou. Para o vereador, a resposta ao déficit habitacional deve combinar sensibilidade social e cumprimento das regras.













