Titular da DPCA, Aline Lopes relatou ter presenciado menores de 7, 8 e 9 anos circulando desacompanhados e orientou famílias sobre cuidados em locais com grande concentração de pessoas.
Por Richelson Xavier
A delegada Aline Lopes, titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Anápolis, usou as redes sociais na noite deste domingo (13) para fazer um alerta aos pais e responsáveis após participar de um evento aberto ao público na cidade. Segundo ela, chamou atenção a quantidade de crianças pequenas circulando sozinhas em meio a milhares de pessoas. A delegada relatou ainda ter ouvido, diversas vezes, avisos no sistema de som sobre pais procurando pelos filhos ou crianças tentando localizar os responsáveis. “Uma coisa ruim pode acontecer tão rápido. Basta um segundo que você olha para o lado. Quando volta a olhar, essa criança já foi para outro canto”, afirmou.
Aline destacou que, em passeios com crianças, a vigilância precisa ser tratada como prioridade, mesmo que isso exija maior atenção e limite o entretenimento dos adultos. “O adulto, quando sai com criança, a diversão dele, o entretenimento dele ficou em terceiro, quarto, quinto plano. Porque a prioridade é olhar aquela criança. Isso é cansativo, mas é assim que tem que ser para que um passeio não termine com algo triste”, declarou. Além da supervisão constante, a delegada recomenda conversar previamente com os filhos, de acordo com a idade, sobre os riscos de se afastarem dos responsáveis e orientá-los sobre como agir caso se percam.
Entre as medidas sugeridas estão ensinar a criança a procurar uma pessoa uniformizada, estabelecer previamente um ponto de encontro e fazer com que ela conheça informações básicas, como nome e telefone dos responsáveis. A delegada também mostrou uma medida que utiliza com um dos próprios filhos, um dispositivo que mantém a criança fisicamente conectada ao responsável em ambientes movimentados. Embora reconheça que o acessório pode gerar opiniões divergentes, Aline afirmou que a ferramenta oferece segurança enquanto precisa dividir a atenção entre os filhos ou realizar tarefas simples. “Ele acha divertido e me dá segurança para que, enquanto ele está ali preso a mim, eu consiga olhar os meus outros filhos, comprar uma água ou até parar para cumprimentar alguém sem perdê-lo de vista”, explicou.












