Estudantes acompanharam até o fim sessão do Tribunal do Júri realizada dentro da instituição; coordenadora de Direito, Dra. Louise Costa, destaca debates entre defesa e Ministério Público e análise feita pelo juiz ao final do julgamento.
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Mais de 250 pessoas acompanharam a sessão real do Tribunal do Júri realizada no auditório da Fama Educação, em Anápolis. O espaço atingiu sua capacidade máxima durante o julgamento do processo nº 0103670-83.2018.8.09.0006, que tem Nelson Lino de Souza Diniz como acusado e Marcos Antônio Araújo Andrade como vítima. Segundo a denúncia do Ministério Público, o caso envolve a suposta prática de homicídio qualificado em fato ocorrido em 25 de outubro de 2016. A sessão do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) foi transferida para o ambiente universitário como forma de aproximar os acadêmicos de Direito da prática jurídica e permitir que acompanhassem todas as etapas de um julgamento real.
Para a coordenadora do curso de Direito da Fama Educação, Dra. Louise Costa, a participação dos estudantes correspondeu às expectativas da iniciativa. “A transferência do Tribunal de Justiça para o auditório da Fama Educação atingiu a expectativa. Nossos acadêmicos permaneceram até o final do julgamento, assistiram a uma verdadeira aula de debate entre a defesa e a promotoria”, afirmou. Louise também destacou as considerações apresentadas pelo juiz ao fim da sessão sobre o intervalo de aproximadamente dez anos entre o crime e o julgamento. “No final, o juiz deu uma aula sobre a importância de analisarmos o contexto atual, uma vez que o homicídio ocorreu há mais de dez anos. Então, o réu que estava sendo julgado não é o mesmo que praticou o crime, dado o lapso temporal”, explicou.
Segundo Louise, a discussão também abordou a situação atual do réu e aspectos que deveriam ser considerados pelos responsáveis pelo julgamento. “O julgador e os jurados ali presentes não podem, em instante nenhum, esquecer como é o perfil de vida desse réu. Hoje ele possui família, trabalha e tem duas crianças que dependem dele financeiramente. Então, todo esse contexto precisa ser analisado”, afirmou. A coordenadora ressaltou ainda que o debate alcançou questões relacionadas ao sistema prisional brasileiro e à aplicação da pena. Para ela, a experiência proporcionou aos acadêmicos contato direto com argumentos da acusação e da defesa, a atuação do juiz e dos jurados e as particularidades envolvidas em um processo criminal, levando para dentro da formação universitária situações que ultrapassam o conteúdo teórico estudado em sala de aula.












