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Brasil negocia compra de vacinas contra a varíola dos macacos

de Richelson Xavier
27 de julho de 2022
em Saúde
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Brasil negocia compra de vacinas contra a varíola dos macacos

Primeiro dia da campanha estadual do Dia D de Vacinação Contra o Sarampo no Rio de Janeiro, caminhão itinerante da Secretaria Estadual de Saúde

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O Ministério da Saúde está trabalhando com um quantitativo de aproximadamente 50 mil doses iniciais de imunizantes para a população mais afetada.

Foto: Agência Brasil

Com mais de 800 casos confirmados de varíola dos macacos no Brasil, o país negocia com a Organização Mundial da Saúde (OMS) a aquisição da vacina contra o vírus. De acordo com o Ministério da Saúde, as negociações estão sendo feitas de forma global com o fabricante para ampliar o acesso ao imunizante para os países onde há casos confirmados da doença.

Em nota, o Ministério da Saúde publicou que está em tratativas com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e a OMS para aquisição de doses para a população. O ministério está trabalhando com um quantitativo de aproximadamente 50 mil doses iniciais, a depender da capacidade de produção da empresa e da capacidade de aquisição. A Opas está em tratativas com o fabricante para que, o mais breve possível, essas vacinas estejam disponíveis.

A varíola dos macacos é transmitida pelo vírus monkeypox, que pertence ao gênero orthopoxvirus. É considerada uma zoonose viral, ou seja, o vírus é transmitido aos seres humanos a partir de animais. Os sintomas são semelhantes aos da varíola chamada smallpox, erradicada em 1980. Mesmo os sintomas sendo parecidos, eles são considerados clinicamente menos graves.

A também conhecida como varíola símia já foi confirmada em 16 países. Segundo a OMS esse surto ainda pode ser controlado e o risco de transmissão é baixo.

A transmissão da doença ocorre por contato próximo com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias e contato com objetos, roupas e superfícies que tenham sido utilizadas pelo infectado.

De acordo com a OMS, o período de incubação da varíola dos macacos é geralmente de 6 a 13 dias, podendo variar de 5 a 21 dias e a infecção pode ser dividida em dois períodos.

O primeiro período é o de invasão, que dura entre 0 a 5 dias e pode ser caracterizado por febre, dor de cabeça intensa, inchaço dos gânglios linfáticos, dor nas costas, dores musculares e fadiga.

No segundo período aparecem erupções cutâneas que geralmente começam dentro de 1 a 3 dias após o aparecimento da febre. A erupção evolui sequencialmente de lesões com base plana para lesões firmes levemente elevadas, lesões cheias de líquido claro, lesões cheias de líquido amarelado e crostas que secam e caem. O número de lesões varia. Os sintomas duram de duas a quatro semanas.

A taxa de letalidade da varíola dos macacos variou historicamente de 0 a 11% na população em geral e tem sido maior entre crianças pequenas. Nos últimos tempos, a taxa de letalidade tem sido de cerca de 3% a 6%.

Os sintomas da varíola símia são:

  • Bolhas na pele;
  • Dor de cabeça;
  • Febre acima de 38,5°C;
  • Linfonodos inchados;
  • Dores musculares;
  • Dor no corpo;
  • Dor nas costas ;
  • Fraqueza profunda.

Segundo o virologista da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Eduardo Flores, a varíola símia não é uma preocupação em se tornar uma pandemia mundial como a Covid-19.

“A variola dos macacos pode eventualmente se disseminar por vários países e vários continentes como está, mas jamais vai atingir um número tão grande de casos como a H1N1 e o Covid. Primeiro porque é um vírus que se conhece bem, ele não é tão transmissível quanto o vírus do Covid, já se sabe como controlar e não é tão letal”, conclui o virologista.

A infectologista Joana D’arc orienta como se prevenir para não contrair a doença. 

“Os principais cuidados para a prevenção contra a monkeypox ou varíola do macaco são evitar ter relação sexual ou contato íntimo com pessoas que têm lesões de pele sugestivas, que são as manchas vermelhas que evoluem para pústulas. Evitar beijar, abraçar e ter relação com pessoas doentes. Sempre higienizar as mãos com água e sabão ou álcool gel, não compartilhar roupas de cama, toalhas, talheres, copos e objetos pessoais”, orienta.

A doutora também sugere a utilização da máscara de proteção para evitar o contágio por gotículas de saliva.

Fonte: Brasil 61

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