Márcio Corrêa promete recorrer à Justiça, avaliar substituição da concessionária e buscar alternativas para impedir aumento considerado abusivo.
Fotos: Paulo de Tarso/ Prefeitura de Anápolis
O prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), afirmou nesta quinta-feira (28) que não permitirá o aumento da tarifa do transporte coletivo para R$ 8,20, como previsto em decisão da Vara da Fazenda Pública Municipal da Comarca de Anápolis. O gestor classificou a medida como absurda e garantiu que a população não será penalizada. “Essa conta não vai ficar para o cidadão. Essa conta não vai ficar para quem usa o transporte público”, declarou em vídeo publicado nas redes sociais.
A decisão judicial, assinada na última segunda-feira (26) pelo juiz Gabriel Lisboa Silva e Dias Ferreira, atendeu a um pedido da Urban, concessionária responsável pelo transporte coletivo em Anápolis, que alegou inviabilidade financeira da operação com a tarifa atual. Atualmente, a passagem custa R$ 6 no dinheiro e R$ 5,25 no cartão eletrônico, valores em vigor desde dezembro de 2024. A empresa sustentou na Justiça que sofre prejuízo de R$ 2 milhões por mês.
O prefeito contestou os argumentos da concessionária e criticou a qualidade do serviço prestado. “Hoje Anápolis paga o serviço mais caro do Estado, um péssimo serviço. Diminuição de rotas, ônibus com média de 9 anos de uso quando o contrato previa 4 a 5 anos, pontos de ônibus em condições precárias. Eles apresentam uma planilha, dizem que têm prejuízo milionário há dez anos, mas sem auditoria nenhuma dessas contas”, afirmou.
Márcio Corrêa reforçou que já recorreu da decisão e estuda alternativas administrativas para garantir a continuidade do serviço sem aumento da tarifa. “Nós estamos recorrendo na Justiça e buscando um caminho comercial. Se não houver condições, vamos fazer um chamamento emergencial e trazer outra empresa para assumir. A população pode ficar segura: não vamos aceitar o aumento dessa passagem, custe o que custar”, assegurou.
Na legenda do vídeo publicado no Instagram, o prefeito reforçou a posição do Executivo. “Hoje Anápolis já paga a tarifa mais cara do Estado e recebe um serviço precário, com ônibus sucateados, rotas reduzidas e pontos em péssimas condições. Essa conta não vai ficar para quem depende do transporte público.” Ele acrescentou que, se necessário, buscará novas empresas para garantir “um serviço digno e de qualidade” à população.
Com a tarifa mantida em disputa judicial, o futuro do transporte coletivo em Anápolis segue indefinido. Márcio Corrêa, porém, reafirmou seu compromisso de resistir a qualquer tentativa de reajuste abusivo. “A população pode ficar segura e nós não vamos aceitar o aumento dessa passagem”, concluiu.