Monitor eleitoral reúne pesquisas registradas no TSE e mostra senador com 2,98 pontos percentuais de vantagem sobre o presidente; resultado considera estimativas de votos válidos.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 51,49% das intenções de votos válidos para o segundo turno da eleição presidencial, contra 48,51% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo atualização do Monitor Eleitoral da Inteligov, divulgada em parceria com a revista EXAME nesta sexta-feira (16). A diferença entre os candidatos chegou a 2,98 pontos percentuais. No consolidado anterior ao primeiro turno, Flávio registrava 50,43%, enquanto Lula tinha 49,57%, uma distância de 0,86 ponto percentual. Os novos números indicam ampliação da vantagem do senador no modelo de agregação, que reúne resultados de diferentes institutos de pesquisa.
A atualização considera pesquisas disponíveis até as 18h de 12 de outubro e acrescenta 23 levantamentos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aos 182 anteriormente compilados, totalizando 205 pesquisas na base do monitor. Segundo Leandro Terra Adriano, responsável técnico pela ferramenta, o desempenho de Flávio reflete, em parte, uma adequação das pesquisas ao resultado do primeiro turno, quando o senador recebeu 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. “O que a agregação registra na Presidência é, a meu ver, um acerto de contas das pesquisas com as urnas”, avaliou o especialista. Ele também considera que os apoios recebidos pelo candidato do PL após a primeira votação podem ter contribuído para o movimento observado.
O Monitor Eleitoral utiliza uma média móvel ponderada, atribuindo pesos diferentes às pesquisas conforme a metodologia empregada e a data de realização. Levantamentos mais recentes recebem maior influência no cálculo, enquanto pesquisas antigas perdem peso progressivamente. Apesar da vantagem numérica de Flávio Bolsonaro, o responsável pelo agregador ressalta que o resultado não representa uma previsão do vencedor. Adriano chama atenção especialmente para a abstenção, que atingiu 21,08% no primeiro turno, e para a capacidade das campanhas de mobilizar os eleitores até a votação decisiva. “Em disputa dessa estreiteza, o comparecimento pesa tanto quanto a preferência”, afirmou.
Fonte: EXAME












