Portal Anápolis
  • Política
  • Economia
  • Saúde
  • Anápolis
  • Goiás
  • Brasil
  • Opinião
Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados
  • Política
  • Economia
  • Saúde
  • Anápolis
  • Goiás
  • Brasil
  • Opinião
Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados
Portal Anápolis
Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados

Novo marco anticrime prevê penas mais duras e regras rígidas de progressão

de Portal Anápolis
em Brasil, Política
A A
Novo marco anticrime prevê penas mais duras e regras rígidas de progressão
WhatsappFacebookTwitter

Projeto aprovado na Câmara cria tipos penais para ações de facções e milícias e será reavaliado pela CCJ do Senado.

Foto: Geraldo Bubniak/Agência de Notícias do Paraná

O Senado iniciou os trabalhos para discutir o novo marco legal de combate ao crime organizado. Diferentemente do que ocorreu na Câmara dos Deputados — onde o projeto foi levado diretamente ao plenário — a análise na Casa Alta começará pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), sob relatoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

“O Brasil precisa de um projeto viável que fortaleça o combate ao crime, com penas mais duras e novas ferramentas de investigação e descapitalização dos criminosos”, publicou o parlamentar nas redes sociais. Ele afirmou que buscará consenso em torno da proposta, já que o debate na Câmara foi marcado por embates políticos. O texto, de autoria do governo federal, passou por alterações feitas pelo relator, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), secretário de Segurança Pública de São Paulo, licenciado do cargo para conduzir a matéria.

Durante a tramitação, governistas tentaram barrar o avanço do projeto e retomar a versão original. A oposição, por sua vez, considerava o texto inicial “fraco” e defendia mudanças. Após duas semanas de debates e seis versões diferentes, o PL 5.582/2025 foi aprovado pelos deputados na terça-feira (18), por 370 votos a 110. A expectativa é que, no Senado, as discussões tenham caráter mais técnico.

Criação e aumento de penas

Segundo o relatório apresentado por Derrite, as versões anteriores serviram de base para o aperfeiçoamento da proposta, que incorporou sugestões de parlamentares, do Ministério Público, de magistrados e de especialistas em segurança pública. Para ele, a expansão do crime organizado decorre da transformação das facções em organizações empresariais, capazes de infiltrar-se em contratos públicos, empresas e instituições financeiras.

O projeto cria novos tipos penais específicos para crimes ligados à atuação de facções ou milícias ultraviolentas — como “novo cangaço”, domínio territorial, uso de explosivos e drones, e ataques à infraestrutura — com penas que variam de 20 a 40 anos de prisão. Já o crime de favorecimento à atividade faccionada poderá ser punido com 12 a 20 anos de reclusão.

As regras para progressão de regime também ficam mais rígidas: a mudança do regime fechado para o semiaberto ou aberto poderá exigir o cumprimento de 70% a 85% da pena. Lideranças dessas organizações criminosas deverão cumprir a condenação em presídios federais de segurança máxima.

Além disso, são agravadas as penas de crimes cometidos por integrantes de facções ou milícias:

  • Homicídio: 20 a 40 anos
  • Lesão seguida de morte: 20 a 40 anos
  • Sequestro: 12 a 20 anos
  • Roubo: 12 a 30 anos
  • Latrocínio: 20 a 40 anos
  • Extorsão: aumento do triplo das penas em todos os casos
  • Extorsão por meio de sequestro: aumento de 2/3 das penas em todos os casos.

Impasses

Durante as negociações na Câmara, dois pontos foram retirados após impasses com integrantes do governo. O primeiro foi a equiparação de facções a organizações terroristas, barrada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O segundo foi uma tentativa de alterar atribuições da Polícia Federal, órgão responsável por investigar crimes interestaduais.

Mesmo assim, o texto aprovado modifica a divisão de bens apreendidos em operações. Quando houver atuação conjunta de órgãos federais e estaduais, os valores confiscados serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), com repartição entre os entes. Para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a medida prejudica órgãos de fiscalização. “Temos que reforçar o Ministério Público, o COAF, a Polícia Federal e a Receita Federal — inclusive o Ministério Público estadual — para combater o crime organizado, e não asfixiar a Polícia Federal retirando recursos no momento de maior atuação contra o crime”, alertou.

Próximos passos


Para ser aprovada na CCJ do Senado, a proposta precisa de maioria simples. Caso sofra alterações, retornará à Câmara para nova análise. Aprovado pelas duas Casas, o texto será encaminhado para a Presidência da República, que poderá sancioná-lo integral ou parcialmente, ou vetá-lo.

Nas redes sociais, o presidente Lula reforçou as críticas ao texto aprovado pelos deputados. “Do jeito que está, enfraquece o combate ao crime e gera insegurança jurídica. Trocar o certo pelo duvidoso só favorece quem quer escapar da lei”, escreveu.

Fonte: Brasil 61

EnviarCompartilharTwitter

Mais Artigos

Eleições 2026: veja como funciona a sequência de votação na urna eletrônica
Brasil

Eleições 2026: veja como funciona a sequência de votação na urna eletrônica

Doença de Chagas: 155 municípios prioritários recebem quase R$ 12 milhões para ações de vigilância
Brasil

Doença de Chagas: 155 municípios prioritários recebem quase R$ 12 milhões para ações de vigilância

Alessandro Vieira cobra reação do Congresso após relatar pressões de ministros do STF durante votação da CPI do Crime Organizado
Política

“Onde está a imunidade parlamentar?”, questiona Flávio Bolsonaro após inquérito autorizado por Moraes

Alessandro Vieira cobra reação do Congresso após relatar pressões de ministros do STF durante votação da CPI do Crime Organizado
Política

Alessandro Vieira cobra reação do Congresso após relatar pressões de ministros do STF durante votação da CPI do Crime Organizado

Em visita a Anápolis, senador Wilder Morais anuncia Jean Carlos e Suender como pré-candidatos a estadual e federal pelo município
Política

Em visita a Anápolis, senador Wilder Morais anuncia Jean Carlos e Suender como pré-candidatos a estadual e federal pelo município

Daniel Vilela lidera disputa pelo governo de Goiás e Wilder Morais aparece em segundo, aponta pesquisa
Goiás

Daniel Vilela lidera disputa pelo governo de Goiás e Wilder Morais aparece em segundo, aponta pesquisa

Próximo Artigo
Semana do Congresso: parlamentares podem votar projeto da anistia e MP do Brasil Soberano

Saiba quem são os deputados goianos que votaram a favor e contra o PL Antifacção

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendado

Empresas se movimentam diante das incertezas da reforma tributária

Empresas se movimentam diante das incertezas da reforma tributária

VÍDEO: Silas Malafaia chama Moraes de ditador da toga em ato na Paulista

VÍDEO: Silas Malafaia chama Moraes de ditador da toga em ato na Paulista

Desenvolvimento: Debatida na Câmara a reforma do Código Ambiental

Governo federal libera bancos a concederem empréstimo consignado do Auxílio Brasil

Governo federal libera bancos a concederem empréstimo consignado do Auxílio Brasil

Oposição prepara decreto para derrubar resolução do Ministério da Saúde que estipula legalização do aborto e da maconha no Brasil

URGENTE: Gustavo Gayer protocola requerimento para esclarecer cancelamento de auxílio-doença pelo INSS

Buzinaço em Anápolis protesta contra decisões de Alexandre de Moraes e governo Lula

Buzinaço em Anápolis protesta contra decisões de Alexandre de Moraes e governo Lula

  • About
  • Advertise
  • Privacy & Policy
  • Contact
Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados
  • Política
  • Economia
  • Saúde
  • Anápolis
  • Goiás
  • Brasil
  • Opinião

© 2023