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O mundo está muito melhor hoje do que as más notícias nos fazem acreditar

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Por Boletim Coppolla

O cientista social Arthur Brooks demonstra que, apesar do pessimismo do que se noticia nos jornais, o mundo está cada vez mais caminhando em direção ao progresso na saúde, educação segurança e liberdade. Os países que ficam para trás são os aflingidos pela guerra, tirania e péssima governança. Confira trechos:

O ser humano é naturalmente pessimista. O título de um artigo de 1998 publicano no Jornal de Personalidade e Psicologia Social resume tudo: “informações negativas têm mais impacto sobre o cérebro”. Estímulos negativos chamam mais nossa atenção do que os positivos — o que faz sentido para o instinto de sobrevivência evolutiva. Coisas boas são agradáveis, mas coisas ruins são mortais, então é melhor se ater a elas. E, levando em conta que na imprensa a atenção se traduz em dinheiro, percebemos a motivação comercial para a falta de manchetes do tipo “Milhões de pessoas dormem de barriga cheia todas as noites”.

A verdade é que, embora haja muito com o que se preocupar, no geral o mundo está melhorando. Algumas vozes proeminentes estão apontando para isso. Pegue, por exemplo, o cofundador da Microsoft, Bill Gates, que disse acreditar que, até 2035, quase não haverá países pobres no mundo. E não se trata apenas de renda. Na saúde, educação, segurança e liberdade, o mundo está melhor, de acordo com meu colega de Harvard Steven Pinker, em seu best seller de 2018 “O Novo Iluminismo”.

Provas novas do progresso estão no recém-divulgado Legatum Prosperity Index, que se baseia em dados de 167 países — 99,4% da população mundial — abrangendo 200 indicadores de bem-estar social e econômico. (Faço parte do conselho do Legatum Institute, grupos de estudos londrino voltado para o tema da pobreza mundial, mas não me envolvi na preparação do índice). Com base nesses dados, de 2009 a 2019, 148 dos 167 países testemunharam uma melhora geral — e de forma mais drástica entre os países mais pobres do mundo.

Infelizmente nem todos os países estão melhorando, mas aqui, novamente, há uma oportunidade de aprendizado. Na última década, 19 países se deterioraram. Os maiores declínios ocorrem na Venezuela (vítima de um governo incompetente e cleptomaníaco), Síria e Iêmen (que sofreram guerras civis). No geral, o índice revela que, quando os países não conseguem progredir no mundo contemporâneo, isso não se deve a características específicas da população e da região. Nenhum país está destinado à pobreza. O problema em geral é a guerra, a tirania e a péssima governança.

O mundo não está piorando; ele está inquestionavelmente melhorando na maior parte dos países e para a maioria dos povos. Milhões de nossos irmãos e irmãs são mais livres, saudáveis e prósperos hoje do que jamais seriam na história da humanidade. Deveríamos agradecer por isso e decidir levar isso adiante.

Arthur Brooks
Cientista social, músico, escritor e colunista do Washington Post, artigo publicado na Gazeta do Povo
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