Deputado Gustavo Gayer (PL-GO) vê no adiamento do julgamento de Débora Rodrigues chance para revisão da condenação a 14 anos de prisão; mobilização nas redes e protesto marcado para 6/04 podem influenciar decisão.
O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) usou suas redes sociais para comentar o pedido de vista do ministro Luiz Fux no julgamento de Débora Rodrigues dos Santos, a cabeleireira condenada a 14 anos de prisão por pixar a estátua da Justiça durante os atos de 8 de janeiro. O parlamentar classificou a decisão como um “suspiro de esperança” para reverter o que chamou de “atrocidade jurídica”.
Em vídeo publicado nesta terça-feira (25), Gayer detalhou que o julgamento na Primeira Turma do STF já contava com votos favoráveis à condenação pelos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino. O pedido de vista de Fux adia a decisão final por até 90 dias. “Esse tempo permite que a pressão popular continue e talvez leve a uma revisão da pena ou até absolvição”, afirmou. O deputado destacou que esta é uma das poucas vezes em que um ministro pediu vista em processos relacionados aos atos de 8 de janeiro.
A mobilização nas redes sociais e a cobertura crítica de veículos como Folha e Estadão, segundo Gayer, já surtiram efeito. Ele convocou simpatizantes para um protesto na Avenida Paulista no dia 6 de abril, às 14h, que poderá influenciar o desfecho do caso. “Quando o STF viu que o Brasil inteiro percebeu o absurdo dessa condenação, deram um passo atrás”, argumentou, referindo-se ao pedido de vista.
Débora, mãe de duas crianças, foi condenada por dano qualificado, associação criminosa, violência contra mulher, incitação ao crime e ataque a instituição. A defesa alega desproporcionalidade da pena.