Márcio Corrêa critica ofensiva da associação de distribuidoras de energia contra legislação municipal criada após morte de criança de 10 anos por choque elétrico.
O prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), usou suas redes sociais no fim da tarde desta quarta-feira (7) para se posicionar contra a ação movida pela Associação Brasileira dos Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) contra a chamada Lei João Victor, norma municipal criada após a morte de um menino de 10 anos que sofreu um choque elétrico ao encostar em um fio energizado na cidade, em 2025. Em tom de indignação, o chefe do Executivo classificou a iniciativa das distribuidoras como um ataque a uma legislação que tem como objetivo central a preservação de vidas.
A Lei João Victor, de iniciativa da atual gestão e já sancionada, obriga concessionárias, distribuidoras de energia e empresas que utilizam a rede aérea a manterem a fiação nos postes devidamente alinhada, organizada e em conformidade com normas técnicas de segurança. A legislação também confere ao município instrumentos para fiscalizar, notificar e aplicar multas em caso de descumprimento. Segundo o prefeito, a tentativa de derrubar a norma ocorre sob alegações técnicas e de competência administrativa, mas ignora o aspecto central da medida: a proteção da população.
Para Márcio Corrêa, a ação da entidade evidencia um conflito entre interesses econômicos e a segurança pública. “Quando interesses econômicos de empresas se sobrepõem à proteção da vida humana, nós precisamos nos posicionar para evitar outras tragédias”, afirmou. O prefeito ressaltou que a gestão municipal não recuará da defesa da lei e que a morte da criança que motivou a criação da norma não será esquecida. “Não vamos abrir mão do nosso propósito. Essa lei existe porque uma vida inocente foi perdida, e Anápolis não aceitará que o lucro esteja acima da vida”, concluiu.













