Em artigo, reitor do Centro Universitário Fama defende modelo de ensino com prática desde o primeiro semestre e aponta o papel das instituições no desenvolvimento regional.
Por Adilson Geraldo de Oliveira Júnior, reitor do Centro Universitário Fama
Existe uma pergunta que precisa ser feita com honestidade quando falamos de ensino superior: a universidade está preparando o aluno para a vida real ou apenas para a prova final? Esse é um ponto central no debate sobre educação hoje. O mercado mudou, as profissões mudaram e o perfil do estudante também mudou. O modelo de ensino precisa acompanhar esse movimento.
Defendo que a formação universitária precisa integrar teoria e prática desde o início do curso. O aprendizado ganha profundidade quando o estudante vivencia situações concretas, participa de atendimentos, projetos, pesquisas aplicadas e atividades de campo. Quando isso acontece, o conhecimento deixa de ser apenas conteúdo e passa a ser competência.
O Centro Universitário Fama, em Anápolis, nasceu com essa visão. A instituição foi criada com o propósito de ampliar o acesso à educação superior de qualidade e, ao mesmo tempo, contribuir diretamente com o desenvolvimento local e regional. Não se trata apenas de formar profissionais, mas de formar pessoas capazes de impactar o ambiente onde estão inseridas.
A trajetória começou como Faculdade Metropolitana de Anápolis e, ao longo de 15 anos, foi marcada por expansão de cursos, investimento em estrutura e fortalecimento de metodologias ativas. O credenciamento como Centro Universitário pelo MEC, conquistado em 2024, representou um salto institucional importante, com mais autonomia acadêmica e capacidade de inovação.
Hoje, a UniFAMA reúne cursos de graduação e pós graduação presenciais e a distância nas áreas de Saúde, Exatas, Humanas e Sociais Aplicadas. O foco está em ambientes de prática, laboratórios estruturados, clínicas escola e integração com empresas e organizações. Esse modelo aproxima o aluno dos desafios que ele vai encontrar depois de formado.
Como tenho dito com frequência, a função de uma universidade vai muito além de entregar diploma. “A instituição de ensino superior precisa ser agente de transformação social, profissional e econômica. Quando formamos bem, com método, prática e responsabilidade, ajudamos a desenvolver não só carreiras, mas a própria cidade e a região onde estamos inseridos.”
Cursos tradicionais da área da saúde e do direito continuam entre os mais procurados, mas há também crescimento em áreas estratégicas como engenharia de software e inteligência artificial. Isso mostra uma mudança clara de demanda e reforça a necessidade de atualização constante dos projetos pedagógicos.
O debate sobre ensino superior precisa sair do discurso genérico e entrar na prática. Estrutura, professores qualificados e autorização oficial são importantes, mas não suficientes. O diferencial está na forma como o conhecimento é aplicado, testado e vivido pelo estudante ao longo do curso.
Educação de qualidade não é promessa. É método, consistência e compromisso com resultado.














