Em vídeo nas redes sociais, prefeito diz que ajuste fiscal, corte de contratos e fim de regalias permitiram enfrentar queda de arrecadação e dívida bilionária herdada pela Prefeitura.
Por Richelson Xavier
O prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), utilizou sua conta no Instagram na noite desta terça-feira (30) para apresentar um balanço do primeiro ano de sua gestão. Em vídeo publicado na rede social, o chefe do Executivo municipal detalhou a situação financeira herdada pela administração, destacou medidas de contenção de gastos e afirmou que a Prefeitura conseguiu reduzir em R$ 300 milhões as despesas de custeio ao longo do ano.
Segundo Corrêa, a atual gestão assumiu o município em condição de insolvência, com uma dívida fundada que chega a R$ 1,7 bilhão. Ele ressaltou que o montante foi contratado com taxas de juros elevadas e que o município arca com parcelas mensais de aproximadamente R$ 20 milhões. “Todos sabem a situação que assumimos a Prefeitura no início do ano, numa condição de insolvência. Não entramos em calamidade pública e sabíamos que era preciso trabalhar, fazer gestão e cortar gastos”, afirmou.
O prefeito também citou a queda de arrecadação registrada em 2025, atribuída ao ano de referência de 2023, o que, segundo ele, resultou em uma perda de R$ 180 milhões. Diante desse cenário, Corrêa afirmou que a alternativa adotada foi reorganizar contratos, reduzir despesas e eliminar gastos considerados desnecessários.
Entre as medidas mencionadas, o prefeito destacou a economia com aluguel de máquinas e equipamentos, que, de acordo com ele, chegou a cerca de R$ 15 milhões. “Tínhamos máquinas novas da Prefeitura paradas e, ao mesmo tempo, equipamentos alugados a alto custo. Isso foi corrigido”, disse. Ele também citou a revisão de contratos de softwares, especialmente na área da educação, onde sistemas que custavam até R$ 700 mil por mês foram substituídos por soluções internas ou plataformas gratuitas. “Hoje fazemos ensino à distância pelo YouTube, a custo zero, e somos referência para outros municípios”, afirmou.
Corrêa acrescentou que houve renegociação de contratos, redução de gastos com combustível e diminuição de aluguéis, o que contribuiu para a redução global das despesas de custeio. “Comparado com 2024, a Prefeitura teve uma redução de gastos de R$ 300 milhões. Isso foi suficiente para cobrir o déficit de arrecadação e enfrentar esse empréstimo bilionário feito na gestão anterior”, declarou.
No balanço, o prefeito também apontou avanços em áreas consideradas prioritárias. Na saúde, citou a ampliação da rede de urgência e emergência, com três unidades em funcionamento, além da realização de milhares de cirurgias, inclusive de alta complexidade. “Sabemos que ainda temos muito a avançar, mas houve progresso significativo”, avaliou.
Na educação, Corrêa destacou a criação de mais de duas mil vagas na educação infantil e a reformulação da merenda escolar. Segundo ele, as escolas passaram a oferecer alimentação de melhor qualidade, com até quatro refeições diárias para os alunos. Já na mobilidade urbana, o prefeito mencionou intervenções em trevos e pontos críticos do trânsito como parte das ações realizadas ao longo do ano.
Na legenda do vídeo, Márcio Corrêa reforçou o discurso de austeridade e atribuiu a economia alcançada a decisões difíceis tomadas ao longo da gestão. “Foi resultado de cortes de contratos desnecessários, fim de regalias, revisão de aluguéis que não faziam sentido e uso inteligente da estrutura do próprio município”, escreveu. O prefeito reconheceu que parte dos problemas herdados ainda não foi totalmente superada, mas afirmou que houve trabalho e compromisso com o dinheiro público.
Ao final, Corrêa projetou expectativas para o próximo ano. “Estamos encerrando um ano de muita batalha com uma grande notícia. Essa economia é respeito com quem paga imposto e a prova de que dá para governar com seriedade, sem farra e com foco no que realmente importa: cuidar de Anápolis”, concluiu, afirmando que os frutos das medidas adotadas devem ser colhidos em 2025.













