Portal Anápolis
  • Política
  • Economia
  • Saúde
  • Anápolis
  • Goiás
  • Brasil
  • Opinião
Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados
  • Política
  • Economia
  • Saúde
  • Anápolis
  • Goiás
  • Brasil
  • Opinião
Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados
Portal Anápolis
Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados

Sistema eleitoral continuará com riscos de fraudes sem voto impresso auditável, diz especialista

de Richelson Xavier
13 de agosto de 2021
em Eleições
A A
Sistema eleitoral continuará com riscos de fraudes sem voto impresso auditável, diz especialista
WhatsappFacebookTwitter

Tecnologia do sistema eleitoral brasileiro é ultrapassada e o sentimento de segurança “panfletado” pelo TSE encoberta possibilidades de fraudes

Foto: Assembleia Legislativa de Sergipe

A Câmara dos Deputados derrubou a proposta do voto impresso auditável, na última terça-feira (10). No entanto, especialistas alertam que a atual tecnologia das urnas é ultrapassada e o sentimento de segurança “panfletado” pelo tribunal encoberta, justamente, a principal ameaça ao sistema eleitoral: a possível manipulação dos resultados.

É o que alerta o especialista em Criptografia e Inteligência Artificial e coordenador do Fórum do voto eletrônico, Amílcar Brunazo. Os softwares, as memórias, os bancos de dados, os sistemas de transmissão são todos eletrônicos e digitais. Eles “comandam” o voto desde a manifestação do eleitor na urna até a divulgação dos resultados e ainda são usados na fiscalização dos números. Tudo isso sem auditagem, como alerta o especialista.

Mas se o sistema eletrônico do TSE for reprogramado para fraudes ou sofrer ataques de hackers, por exemplo? Nestes casos, os programas da urna de aferição de resultados, supostamente burlados, seriam responsáveis em auditar os números gerados por eles mesmos?  

“O problema não é saber se houve ou não fraude. Não dá para auditar o sistema (do TSE). Se houver fraude, não vai descobrir”, explica Amílcar Brunazo.

As dúvidas sobre a segurança da urna eletrônica levaram o matemático americano, Ronald Rivest, ganhador do prêmio Turing, em 2002, a desenvolver o Princípio de Independência do Software em Sistemas Eleitorais.

A teoria incentiva o voto eletrônico auditável, com sistema de aferição de resultados separado do eletrônico, de forma analógica, ou seja, prevendo a emissão de comprovante físico ao eleitor.

O sistema foi amplamente discutido no mundo porque colocou em “xeque” os modelos totalmente eletrônicos de votação semelhantes ao sistema brasileiro. Países como Estados Unidos, Rússia, Canadá, Bélgica e Argentina, por exemplo, abandonaram as urnas eletrônicas 100% digitais e adotaram o voto auditável por meio de comprovante físico, após a publicação do estudo. O Brasil é o único país que ainda usa máquinas DRE de 1ª geração.

“No resto do mundo, essa questão já foi resolvida. Tem de ter voto impresso por um motivo muito simples: quando o eleitor vota, na tela aparece o voto. Ele [voto] está gravado em uma área da memória da urna. Depois que o eleitor confirma, o voto é gravado em outra área da memória, arquivo de registro digital do voto. Como o eleitor vai saber que o voto foi gravado? Você não pode ver que foi gravado”, afirma Brunazo.

Oportunidade perdida

A Câmara dos Deputados teve a oportunidade de contribuir para aumentar a segurança do sistema eleitoral do País, nesta terça-feira (10), quando o plenário da Casa votou a PEC 139/2019.

A proposta previa a implementação do voto auditável, com emissão de comprovante impresso para auditagem e recontagem; no entanto, caiu por 229 votos contrários e somou apenas 218 a favor. A PEC precisaria de 308 votos favoráveis para continuar a ser discutida no Congresso Nacional.

Durante a sessão de votação, a autora da PEC, deputada federal Bia Kicis – PSL/DF lembrou que a matéria tinha relevância para o País acima de qualquer discussão política partidária.

“Essa é a PEC dos brasileiros que querem transparência e segurança nas eleições. O que nós queremos aqui é que o eleitor brasileiro seja tratado com o mesmo respeito que o eleitor de outros países democráticos”, clamou Bia Kicis, deputada federal – PSL/DF.

A deputada Caroline de Toni – PSL/SC ressaltou, ainda, que o tema foi convergente na Câmara dos Deputados porque em outras oportunidades, quando o voto auditável foi discutido na Casa, líderes de todos os partidos se colocaram a favor da aprovação da proposta. No entanto, o clima atual de embates políticos entre a base governista e a oposição prejudicou o debate.    

“Estranhamente, apenas porque o presidente da República apoia essa pauta, a lisura e a transparência nas eleições, parece que, agora, essa pauta não é importante para a Democracia brasileira”, lembrou a deputada.

A PEC 135 foi apresentada na Câmara dos Deputados em dezembro de 2019 e, devido à pandemia da Covid-19, esteve na ‘geladeira’ até maio de 2021. A matéria foi encaminhada para comissão especial onde teve parecer final reprovado pelo colegiado. Mesmo assim, o presidente da Casa, Arthur Lira – PP/AL, colocou a PEC em votação no plenário da Câmara onde, e devido à reprovação, foi engavetada.  

Fonte: Brasil 61

EnviarCompartilharTwitter

Mais Artigos

“Tá aí a origem”: Alexandre Garcia explica virada de Lula e questiona medidas contra Flávio
Brasil

“Tá aí a origem”: Alexandre Garcia explica virada de Lula e questiona medidas contra Flávio

27 de outubro de 2026
Quase 3 milhões de eleitores a mais foram às urnas no 2º turno que reelegeu Lula
Anápolis

Quase 3 milhões de eleitores a mais foram às urnas no 2º turno que reelegeu Lula

27 de outubro de 2026
Transporte gratuito no segundo turno das eleições: confira as linhas que vão operar em Anápolis neste domingo (25)
Anápolis

Transporte gratuito no segundo turno das eleições: confira as linhas que vão operar em Anápolis neste domingo (25)

23 de outubro de 2026
PoderData: 70% dos eleitores de outros candidatos no primeiro turno declaram voto em Flávio Bolsonaro
Brasil

PoderData: 70% dos eleitores de outros candidatos no primeiro turno declaram voto em Flávio Bolsonaro

22 de outubro de 2026
PoderData: 94% dos eleitores dizem que não pretendem mudar o voto no segundo turno presidencial
Brasil

PoderData: 94% dos eleitores dizem que não pretendem mudar o voto no segundo turno presidencial

22 de outubro de 2026
Pesquisa Gerp aponta Flávio Bolsonaro com 53% e Lula com 47% dos votos válidos no segundo turno
Brasil

Pesquisa Gerp aponta Flávio Bolsonaro com 53% e Lula com 47% dos votos válidos no segundo turno

22 de outubro de 2026
Próximo Artigo
Silvio Santos é internado com Covid-19

Silvio Santos é internado com Covid-19

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendado

Major Araújo anuncia apoio à pré-candidatura de Hélio Araújo para a Prefeitura de Anápolis

Major Araújo anuncia apoio à pré-candidatura de Hélio Araújo para a Prefeitura de Anápolis

14 de outubro de 2023
Márcio Corrêa leva o nome de Anápolis ao ranking dos políticos mais influentes do Brasil

Márcio Corrêa leva o nome de Anápolis ao ranking dos políticos mais influentes do Brasil

20 de julho de 2026
Jovem anapolina formada pelo RenovaBR lança projeto para idosos contra golpes e fake news

Jovem anapolina formada pelo RenovaBR lança projeto para idosos contra golpes e fake news

5 de julho de 2024
Julgamento da Lei das Estatais é interrompido após pedido de vista de André Mendonça

Julgamento da Lei das Estatais é interrompido após pedido de vista de André Mendonça

12 de março de 2023
Horas depois de reunião tensa com Márcio Corrêa, Saneago começa mutirão de tapa-buraco

Horas depois de reunião tensa com Márcio Corrêa, Saneago começa mutirão de tapa-buraco

27 de março de 2025
Arraiana 2022 e entrega de obras marcam aniversário de Anápolis

Arraiana 2022 e entrega de obras marcam aniversário de Anápolis

15 de julho de 2022
  • About
  • Advertise
  • Privacy & Policy
  • Contact
Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados
  • Política
  • Economia
  • Saúde
  • Anápolis
  • Goiás
  • Brasil
  • Opinião

© 2023