Wederson Lopes reage a liminar que tenta derrubar norma municipal criada após morte de criança e cobra responsabilidade das empresas pela retirada de fiação em desuso.
Por Richelson Xavier
O vereador Wederson Lopes (União Brasil) usou suas redes sociais para manifestar repúdio à ação judicial que tenta suspender a chamada Lei João Vitor, legislação municipal que obriga concessionárias de energia elétrica e empresas de telecomunicações a retirarem fiações inutilizadas e cabos em desuso instalados em postes e vias públicas. A manifestação ocorre após a divulgação, pelo prefeito Márcio Corrêa, de que uma associação que representa distribuidoras de energia ingressou com uma liminar para derrubar a norma.
Em vídeo publicado nas redes, Wederson afirmou ter recebido a informação com indignação e classificou a iniciativa como um ato de insensibilidade diante de uma lei que, segundo ele, tem caráter essencialmente humanitário e preventivo. O parlamentar relembrou que a legislação leva o nome de João Vitor, uma criança de 10 anos que morreu após tocar em um fio em desuso na cidade, episódio que motivou a criação da norma para evitar novas tragédias.
De acordo com o vereador, a Lei João Vitor estabelece que tanto as concessionárias de energia quanto as empresas de internet e telecomunicações sejam responsáveis pela retirada de cabos soltos, abandonados ou sem uso, que formam emaranhados nos postes e representam risco à população. Para Wederson, a tentativa de derrubar a lei demonstra descaso com a segurança pública e com a preservação da vida.
O parlamentar também direcionou críticas à concessionária responsável pela distribuição de energia no município, afirmando que, além de falhas na prestação do serviço, a empresa estaria demonstrando falta de sensibilidade ao questionar judicialmente uma legislação criada após a morte de uma criança. Segundo ele, as concessionárias deveriam assumir protagonismo na defesa da lei, promovendo ações de limpeza e organização da fiação urbana, especialmente por receberem remuneração e cobrarem taxas de empresas que utilizam os postes.
Wederson Lopes afirmou ainda que irá atuar politicamente e institucionalmente, em conjunto com o prefeito Márcio Corrêa, para tentar reverter a liminar e garantir a manutenção da Lei João Vitor em vigor. Para o vereador, a norma representa um avanço na proteção da população e não pode ser fragilizada por interesses econômicos.
Entenda o caso
Na noite de quarta-feira (7), o prefeito Márcio Corrêa (PL) também se posicionou publicamente contra a ação movida pela Associação Brasileira dos Distribuidores de Energia Elétrica contra a Lei João Vitor. Em publicação nas redes sociais, o chefe do Executivo municipal classificou a iniciativa como um ataque a uma legislação criada com o objetivo central de salvar vidas.
A lei foi aprovada após a morte de João Vitor, ocorrida em 2025, quando o menino sofreu um choque elétrico ao encostar em um fio energizado. Desde então, a norma passou a ser vista por autoridades municipais como um instrumento de prevenção de acidentes e de responsabilização das empresas pela segurança da infraestrutura urbana.













