Portal Anápolis
  • Política
  • Economia
  • Saúde
  • Anápolis
  • Goiás
  • Brasil
  • Opinião
Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados
  • Política
  • Economia
  • Saúde
  • Anápolis
  • Goiás
  • Brasil
  • Opinião
Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados
Portal Anápolis
Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados

Município mais rico arrecada 200 vezes mais com impostos que o mais pobre

de Portal Anápolis
em Economia
A A
Município mais rico arrecada 200 vezes mais com impostos que o mais pobre

Dinheiro, Real Moeda brasileira

WhatsappFacebookTwitter

Levantamento do Ipea mostra que a reforma tributária pode reduzir essa diferença para 13 vezes, trazendo impactos redistributivos postivos para os entes da federação

Foto: José Cruz/Agência Brasil

A diferença entre a maior receita per capita municipal (ISS + ICMS) e a menor pode cair de 200 para 13 vezes com a aprovação da reforma tributária. É o que aponta um estudo publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). 

Segundo a nota técnica Impactos Redistributivos (na Federação) da Reforma Tributária, a diferença de receita por habitante/ano entre o município mais rico e o mais pobre do país chega a 200 vezes (R$ 14.621 x R$ 74). O cenário considera as receitas das prefeituras com o Imposto sobre Serviços (ISS) e a cota-parte do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que recebem dos estados. 

O estudo projeta que, se a reforma tributária adotar o princípio da tributação no destino e a divisão da cota-parte do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) – novo tributo de estados e municípios – passar a ocorrer preponderantemente pela população, a cidade mais rica teria receita 13 vezes maior do que a mais pobre (R$ 6.426 x R$ 497). 

Pesquisador do Ipea cedido à Secretaria de Fazenda do Estado do Rio Grande do Sul (Sefaz-RS), Sérgio Gobetti é um dos autores do estudo. Ele afirma que o levantamento destaca que a reforma tributária traria vantagens pouco propagadas nas discussões em torno do tema. 

“O ponto de partida do estudo é mostrar para a sociedade quão profundamente desigual é a distribuição dessas receitas de impostos entre os entes federados. Em resumo, o objetivo é mostrar que os benefícios da reforma tributária vão muito além da simplificação e do importante ganho de eficiência econômica. Ela permite quase uma revolução distributiva na federação brasileira, reduzindo drasticamente a diferença de receita entre os estados e, principalmente, entre os municípios.” 

Exceção

Os pesquisadores analisaram a troca do ICMS (estadual) e do ISS (municipal) pelo IBS. Tal como na versão preliminar do substitutivo da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 45/2019 — apresentado na Câmara dos Deputados no último dia 23 —, o estudo considera um IBS com base de incidência ampla, ou seja, que atinja a maioria dos produtos e serviços; de não cumulatividade plena; e que seja recolhido no destino, isto é, onde há o consumo. 

Além de diminuir a desigualdade de receita por habitante-ano entre os municípios, a reforma tributária guiada por uma regra de transição “longa e suave”, aliada ao crescimento econômico acelerado, amenizaria os efeitos redistributivos para quem hoje ganha mais e propiciaria um alta quase generalizada de receita entre as unidades da federação, acreditam os autores. 

Os pesquisadores simularam os efeitos da proposta prevista no relatório final da PEC 110/2019 sob três cenários econômicos. No primeiro, em que a reforma não gera crescimento econômico extra, cerca de 16% dos municípios e dez estados acumulariam uma receita menor, em 20 anos, do que na hipótese de não haver reforma. Isso quer dizer que 84% das prefeituras e 17 estados veriam a receita própria crescer. 

Já o segundo cenário considera um crescimento de 4% sobre o Produto Interno Bruto (PIB) em 15 anos, como resultado do fim da cumulatividade. Nessa situação, o percentual dos municípios perdedores cai para 12% e o de estados diminui para seis. O de ganhadores sobe para 88% e 21, respectivamente. 

No cenário mais otimista, em que haveria ganho de produtividade da economia e PIB apresentaria crescimento adicional entre 12% e 20% num intervalo de 15 anos, apenas 2% dos municípios sairiam perdendo. Nenhum estado ou capital teria perdas. 

Coordenador do grupo de trabalho que discutiu a reforma tributária na Câmara dos Deputados, Reginaldo Lopes (PT-MG) acredita que a proposta vai impulsionar o crescimento do país. 

“Eu tenho muita convicção do sucesso desta reforma, quando ela for promulgada. Acredito que, de fato, vai criar um ecossistema favorável para atração de novos investimentos, externo e interno. Vai colocar o Brasil em outro patamar de competitividade, vai fortalecer as nossas vocações econômicas.” 

Gobetti explica que as cidades que se encaixam entre as potenciais perdedoras de recursos terão os impactos sobre o caixa minimizados graças à transição lenta. “Eles vão perder uma fatia do bolo, mas essa perda vai ocorrer gradualmente. Digamos que um município tenha uma fatia do bolo equivalente a 10% e ela vai cair para 5%. Essa mudança não vai ser do dia para a noite. Vai ser uma mudança entre 40 e 50 anos. Significa que, no primeiro ano, em vez dele receber 10%, ele vai receber 9,9%, depois 9,8%. Ou seja, a fatia dele vai sendo reduzida bem devagarinho, enquanto o tamanho do bolo vai aumentando. Por que o tamanho do bolo vai aumentando? Porque nós temos o crescimento da economia”, analisa.  

Na última semana, o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) apresentou o texto preliminar da reforma tributária. A expectativa do presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), é colocar a proposta em votação ainda na primeira semana de julho. 

Fonte: Brasil 61

EnviarCompartilharTwitter

Mais Artigos

Cidades bilionárias: alta arrecadação não se traduz em qualidade dos serviços municipais
Economia

Cidades bilionárias: alta arrecadação não se traduz em qualidade dos serviços municipais

Confiança do empresário industrial registra pior resultado para janeiro em uma década, aponta CNI
Economia

Confiança do empresário industrial registra pior resultado para janeiro em uma década, aponta CNI

Orçamento de 2026 prioriza eleições e áreas sociais, mas expõe contradições ambientais
Economia

Orçamento de 2026 prioriza eleições e áreas sociais, mas expõe contradições ambientais

Gastos públicos superam R$233 bilhões no início de 2026
Economia

Gastos públicos superam R$233 bilhões no início de 2026

Reforma tributária: saiba como funcionará a fase de testes em 2026
Economia

LOA sancionada pelo governo prevê R$ 6,54 trilhões em orçamento da União

Reajuste do mínimo em 2026 custará R$ 4,28 bilhões aos municípios
Economia

Reajuste do mínimo em 2026 custará R$ 4,28 bilhões aos municípios

Próximo Artigo
Bolsonaro se pronuncia após ficar inelegível: “Facada”

Bolsonaro se pronuncia após ficar inelegível: “Facada”

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendado

Sábado tem Dia D de vacinação contra a gripe para grupos prioritários

Sábado tem Dia D de vacinação contra a gripe para grupos prioritários

Natal Solidário: Church City distribui 8 mil brinquedos em Anápolis e região

Natal Solidário: Church City distribui 8 mil brinquedos em Anápolis e região

Consórcio Brasil Central elege governador Caiado como novo presidente

Consórcio Brasil Central elege governador Caiado como novo presidente

Deputado Vitor Hugo diz que programa ‘Em Frente Brasil’ combate a criminalidade na raiz do problema

Márcio Corrêa é internado com suspeita de infecção viral após apresentar cansaço e inchaço no rosto

Márcio Corrêa é internado com suspeita de infecção viral após apresentar cansaço e inchaço no rosto

CONEBRA 2026 leva a Goiânia um dos maiores congressos de empreendedorismo do país com acesso gratuito

CONEBRA 2026 leva a Goiânia um dos maiores congressos de empreendedorismo do país com acesso gratuito

  • About
  • Advertise
  • Privacy & Policy
  • Contact
Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados
  • Política
  • Economia
  • Saúde
  • Anápolis
  • Goiás
  • Brasil
  • Opinião

© 2023