Ultrapassagens proibidas e excesso de velocidade seguem como principais fatores de risco nas rodovias federais.
Foto: Reprodução / PRF
A Polícia Rodoviária Federal encerrou neste domingo (5) a Operação Semana Santa 2026 nas rodovias federais que cortam o estado de Goiás. Durante os quatro dias de fiscalização, iniciados na quinta-feira (2), foram registrados 32 acidentes, com 34 pessoas feridas e 3 mortes. Apesar da redução no número de óbitos em comparação com o mesmo período de 2025, os dados ainda mantêm o alerta sobre comportamentos de risco nas estradas.
O foco principal da operação foi o combate às ultrapassagens proibidas, uma das infrações mais associadas a acidentes graves. Ao todo, 287 condutores foram flagrados realizando esse tipo de manobra irregular, número superior ao registrado no feriado anterior, quando houve 231 autuações. A PRF reforça que esse tipo de infração está diretamente ligado a colisões frontais e ao aumento da letalidade no trânsito.
Durante a operação, foram registradas mais de 2.700 infrações diversas. Entre elas, 287 ultrapassagens proibidas, 51 casos de embriaguez ao volante e 228 ocorrências envolvendo a falta de uso do cinto de segurança ou transporte inadequado de crianças. Além disso, a PRF contabilizou, de forma separada, 5.083 veículos trafegando acima da velocidade permitida, evidenciando outro fator crítico nas rodovias.
As três mortes registradas ocorreram na BR-153, em diferentes trechos do estado. Em Campinorte, um homem de 63 anos morreu após colisão entre dois caminhões na tarde de quinta-feira. Ainda no município, na madrugada de sexta-feira, um engavetamento envolvendo cinco veículos resultou na morte de um homem de 33 anos. Já em Professor Jamil, no sábado pela manhã, um homem de 55 anos morreu após o veículo em que estava colidir na traseira de um caminhão.
Em comparação com a Operação Semana Santa de 2025, quando foram registrados 31 acidentes, 39 feridos e 6 mortes, houve redução nos indicadores mais graves, especialmente no número de óbitos. Ainda assim, a PRF destaca que a imprudência segue como principal causa de acidentes e reforça a necessidade de respeito às normas de trânsito para garantir a segurança nas rodovias.













