Empresário anapolino afirma que investigações sobre o Banco Master e as fraudes no INSS ainda deixam perguntas sem resposta e defende punição aos responsáveis e ressarcimento às vítimas.
Por Richelson Xavier
O empresário anapolino Helom Guimarães afirmou, em entrevista ao Jornal da Voz, da Rádio 107,7 FM, na quarta-feira (8), que as investigações envolvendo o escândalo do Banco Master ainda precisam esclarecer o destino de bilhões de reais que, segundo ele, permanecem sem localização. Ao comentar o caso, Helom destacou que os ativos bloqueados até o momento não correspondem ao montante estimado do prejuízo. “Ainda não foi encontrado dinheiro. Os R$ 50 bilhões do caso Master não foram encontrados. Os ativos bloqueados não somam R$ 10 bilhões. Se não somam esse valor, cadê o restante do dinheiro que o Fundo Garantidor de Crédito depositou para ressarcir os correntistas?”, questionou.
Durante a entrevista, Helom também relacionou o caso às investigações sobre as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que, segundo estimativas da Polícia Federal, podem ter causado prejuízo de aproximadamente R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. O empresário levantou a hipótese de que parte dos recursos desviados possa ter sido direcionada para operações financeiras ainda não identificadas. “Do INSS também não se sabe para onde foi o dinheiro. Será que esses recursos foram investidos em carteiras de crédito dentro do Banco Master? Será que estão em offshores ou paraísos fiscais? Ainda tem muito a ser descoberto”, afirmou.
As investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Banco Central seguem em andamento para apurar as irregularidades envolvendo o Banco Master, cuja liquidação extrajudicial pode gerar um impacto estimado em cerca de R$ 50 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito. Paralelamente, as apurações sobre as fraudes no INSS continuam buscando identificar os responsáveis pelos descontos indevidos aplicados a milhões de aposentados e pensionistas. Para Helom Guimarães, o avanço das investigações é fundamental para garantir transparência. “É preciso descobrir onde está esse dinheiro, prender os responsáveis e, quem sabe, devolver parte desses recursos aos aposentados que foram prejudicados”, concluiu.













