Aquisição de 18,3 mil unidades pela Prefeitura é alvo de críticas no Legislativo; vereadora aponta material inferior e prefeito afirma que processo seguiu a lei.
A compra de 18,3 mil mochilas escolares pela Prefeitura de Nova Serrana, no Centro-Oeste de Minas Gerais, provocou repercussão e abriu um debate entre os poderes Legislativo e Executivo do município. O contrato, que prevê o pagamento de cerca de R$ 100 por unidade, passou a ser questionado por vereadores e também por moradores, principalmente em relação ao custo-benefício e à qualidade do material entregue aos alunos da rede municipal.
Durante sessão realizada na segunda-feira (13), a vereadora Naide Santos (Avante) criticou o valor investido pela administração municipal e levou ao plenário uma mochila adquirida no comércio local por R$ 60. Segundo ela, o produto comprado de forma particular apresenta qualidade superior ao item fornecido pela Prefeitura, mesmo custando aproximadamente 40% a menos. A parlamentar afirmou que o principal ponto de preocupação não é apenas o valor, mas a baixa qualidade do material distribuído aos estudantes.
“Nós questionamos porque a qualidade das mochilas é muito inferior ao que a gente encontra no mercado com um valor menor. Então, questionamos o Executivo sobre isso e a resposta que tivemos é que foi participação de licitação. Nós questionamos também se, mesmo quando o Executivo participa de um pregão, se eles não avaliam a qualidade do material que vai ser adquirido. Porque nem nos surpreende tanto o valor, mas a má qualidade do material. O material é de péssima qualidade”, afirmou a vereadora em entrevista.
A crítica reforça dúvidas sobre os critérios adotados no processo de aquisição, especialmente em relação ao controle de qualidade dos produtos contratados. A discussão ganhou força diante da comparação direta feita em plenário, o que intensificou a cobrança por mais transparência e rigor técnico nas compras públicas.
Em resposta, o prefeito Fábio Avelar (PRD) declarou que todo o processo seguiu os trâmites legais, por meio de licitação e registro de preços baseado no menor valor. Ele destacou que a distribuição das mochilas faz parte de um conjunto de ações voltadas à educação, incluindo a entrega de kits escolares e uniformes, atendendo a uma demanda antiga dos estudantes da rede municipal.
O prefeito também afirmou que eventuais questionamentos serão respondidos aos órgãos de controle competentes, incluindo o Ministério Público, caso seja acionado. A polêmica, no entanto, mantém o tema em evidência na cidade, com pressão por esclarecimentos mais detalhados sobre a escolha dos fornecedores e os padrões de qualidade exigidos nos produtos adquiridos.
Com informações da Rádio Itatiaia













