Por Wederson Lopes, vereador
O Brasil vive um momento em que o discurso político precisa ser confrontado com a realidade. Durante anos ouvimos promessas grandiosas sobre combate à fome, geração de emprego e melhoria da vida do brasileiro. O problema é que, quando analisamos os fatos, percebemos que muitas dessas promessas acabaram se transformando em propaganda enganosa.
Há mais de duas décadas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva repete um discurso emocionado de que seu maior objetivo seria garantir que todo brasileiro tivesse o que comer no café da manhã, no almoço e no jantar. Esse discurso voltou com força na última eleição. O país ouviu novamente promessas de prosperidade, de crescimento e até da famosa picanha voltando para a mesa do trabalhador. A pergunta que precisa ser feita hoje é simples: onde está tudo isso?
O que vemos na prática é um país que voltou a enfrentar dificuldades econômicas sérias. O custo de vida aumentou, os alimentos continuam caros e o poder de compra da população diminuiu. A promessa de fartura virou frustração para milhões de brasileiros que continuam lutando diariamente para pagar contas básicas e colocar comida na mesa. Prometer uma realidade e entregar outra completamente diferente tem nome. Isso se chama propaganda enganosa.
Outro ponto que precisa ser debatido com honestidade é a situação do emprego. O governo e seus aliados tentam construir uma narrativa de sucesso, mas quem anda pelas ruas do Brasil percebe uma realidade bem diferente. Há milhões de brasileiros sobrevivendo de bicos, de trabalhos informais e de renda instável. A sensação de insegurança econômica cresce a cada dia.
O mais grave é que, enquanto a população enfrenta dificuldades reais, o governo federal parece mais preocupado em sustentar uma narrativa política do que em resolver os problemas concretos do país. O Partido dos Trabalhadores, que governa o Brasil há grande parte das últimas décadas, continua repetindo promessas antigas como se fossem novidades, sem apresentar soluções estruturais que realmente transformem a economia e a vida das pessoas.
O brasileiro não é ingênuo. A população sabe diferenciar discurso de realidade. Quando se promete picanha e prosperidade e se entrega inflação e perda de poder de compra, a sociedade percebe. E quando percebe, cobra. Porque democracia também significa responsabilidade com aquilo que se promete.
Se uma empresa faz propaganda enganosa, o consumidor pode recorrer ao Procon. Na política, quem exerce esse papel é o próprio cidadão através da crítica, da cobrança e do voto consciente. O Brasil precisa menos de discursos emocionados e mais de resultados concretos.
O país não precisa de promessas repetidas há vinte anos. O país precisa de um governo que entregue aquilo que promete. Porque governar não é fazer propaganda. Governar é resolver problemas reais da população.













