Portal Anápolis
  • Política
  • Economia
  • Saúde
  • Anápolis
  • Goiás
  • Brasil
  • Opinião
Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados
  • Política
  • Economia
  • Saúde
  • Anápolis
  • Goiás
  • Brasil
  • Opinião
Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados
Portal Anápolis
Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados

Tarifa de Trump sobre produtos do Brasil pode afetar empregos, exportações e investimentos

de Portal Anápolis
em Brasil, Política
A A
Tarifa de Trump sobre produtos do Brasil pode afetar empregos, exportações e investimentos
WhatsappFacebookTwitter

Confederação Nacional da Indústria (CNI) vê prejuízo para mais de 10 mil empresas exportadoras e cobra diálogo técnico para preservar relação bilateral com os Estados Unidos.

A decisão dos Estados Unidos de elevar para 50% as tarifas sobre produtos brasileiros gera preocupação na indústria nacional e pode causar prejuízos à economia brasileira. A medida, anunciada pelo governo do presidente Donald Trump, pode impactar diretamente cerca de 10 mil empresas brasileiras exportadoras, comprometer a relação histórica entre os dois países e ameaçar milhares de postos de trabalho.

O alerta vem da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo a entidade, a decisão foi recebida com surpresa e não encontra respaldo em dados econômicos. “Não existe qualquer fato econômico que justifique uma medida desse tamanho, elevando as tarifas sobre o Brasil do piso ao teto. Os impactos dessas tarifas podem ser graves para a nossa indústria, que é muito interligada ao sistema produtivo americano”, afirmou o presidente da CNI, Ricardo Alban, em posicionamento divulgado na noite da quinta-feira (9).

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no último dia 9 de julho que, a partir de 1º de agosto, será aplicada uma tarifa de 50% sobre todos os produtos importados do Brasil. A decisão foi justificada como uma resposta à forma como o governo brasileiro tem tratado o ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado político de Trump, além de alegações de práticas comerciais “desleais”. 

Em resposta ao presidente americano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou, no mesmo dia 9, uma nota oficial reafirmando a soberania do Brasil e o respeito às instituições nacionais. Lula destacou que o país não aceitará qualquer tipo de tutela externa e que os processos judiciais relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro são de competência exclusiva da Justiça brasileira. O presidente também negou a existência de um déficit comercial norte-americano em relação ao Brasil, como alegado por Trump, e reforçou que a relação bilateral deve se basear em respeito mútuo e cooperação econômica.

Impactos na economia e na indústria

Na avaliação da CNI, o aumento da tarifa de importação americana impacta a economia brasileira e abala a cooperação com os EUA. Em 2024, citou a entidade, para cada R$ 1 bilhão exportado para os Estados Unidos, foram gerados 24,3 mil empregos, R$ 531,8 milhões em massa salarial e R$ 3,2 bilhões em produção. 

A CNI ressaltou ainda que a nova tarifa, se mantida, deve afetar diretamente a competitividade dos empreendimentos brasileiros. Resultados preliminares de levantamento feito pela entidade mostram que um terço das empresas brasileiras exportadoras para os EUA já relatam impactos negativos. A consulta foi realizada entre junho e começo de julho, ainda no contexto da tarifa básica de 10%.

Ainda de acordo com a entidade, os EUA são o principal destino das exportações da indústria de transformação brasileira – um setor que alcançou, em 2024, US$ 181,9 bilhões em exportações, registrando um aumento de 2,7% em relação ao ano anterior. Os dados são da Nota Técnica: Desempenho da Balança Comercial Brasileira em 2024, elaborada pela confederação. O recorde foi motivado pelas exportações de bens de consumo não duráveis e semiduráveis, que cresceram 11% em relação a 2023.

Via diplomática

A CNI defende uma resposta diplomática imediata. “Que o equilíbrio e o diálogo técnico prevaleçam com a parcimônia e a determinação necessária”, avaliou Alban.

O especialista em Direito Internacional, membro da Godke Advogados, Fernando Canutto, assim como o presidente da CNI, Ricardo Alban, acredita que o melhor caminho para proteger as empresas brasileiras é a via diplomática. 

“Entendo que a única via é a via diplomática. Apesar de os Estados Unidos ter perdido, ou melhor, diminuído sua influência como potência hegemônica nos últimos 20, 30 anos. Há 30 anos, eram os Estados Unidos e os outros países. Agora, China está atrás, Índia vem logo atrás. São parceiros que já têm poder de fogo, digamos assim, já têm uma economia quase tão grande quanto a norte-americana. Então, os Estados Unidos ainda é a grande potência. Os Estados Unidos ainda controlam o dinheiro mundial, controlam o comércio mundial”, destacou o jurista.
 

Fonte: Brasil 61

EnviarCompartilharTwitter

Mais Artigos

Motorista que atropelou e matou menino de 8 anos é solto após audiência de custódia
Brasil

Motorista que atropelou e matou menino de 8 anos é solto após audiência de custódia

Bulldog francês engole 55 pedras de crack, sofre convulsões e mobiliza corrida veterinária para salvar a vida
Brasil

Bulldog francês engole 55 pedras de crack, sofre convulsões e mobiliza corrida veterinária para salvar a vida

Governo Lula gasta R$ 7 bilhões com viagens a serviço em três anos; valor supera soma dos seis anos anteriores
Economia

Governo Lula gasta R$ 7 bilhões com viagens a serviço em três anos; valor supera soma dos seis anos anteriores

Mais de metade dos brasileiros domina habilidades digitais
Brasil

Mais de metade dos brasileiros domina habilidades digitais

Vereadores de Anápolis ganham destaque no Acorda Goiás e reforçam protagonismo político da cidade ao lado de Gustavo Gayer
Anápolis

Vereadores de Anápolis ganham destaque no Acorda Goiás e reforçam protagonismo político da cidade ao lado de Gustavo Gayer

Acorda, Goiás transforma Gustavo Gayer em protagonista de um novo momento da direita no estado
Opinião

Acorda Goiás transforma Gustavo Gayer em protagonista de um novo momento da direita no estado

Próximo Artigo
“Não vamos pagar faculdade de filho de rico”, diz Márcio Corrêa sobre Bolsa Graduação

“Não vamos pagar faculdade de filho de rico”, diz Márcio Corrêa sobre Bolsa Graduação

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendado

Anápolis registra mais três mortes por Covid-19; cidade tem 15 óbitos pela doença

Prefeito Márcio Corrêa escolhe Wederson Lopes como líder do Executivo

Prefeito Márcio Corrêa escolhe Wederson Lopes como líder do Executivo

Flavio Dino ameaça regular plataformas digitais por decreto ou decisão judicial

Flavio Dino ameaça regular plataformas digitais por decreto ou decisão judicial

Márcio Corrêa promete ‘burocracia zero’ e foco no empreendedorismo para Anápolis

Márcio Corrêa promete ‘burocracia zero’ e foco no empreendedorismo para Anápolis

Agenda com investidores para parceria com o Estado de Goiás traz resultados positivos durante Fórum de Investimentos Brasil 2019

Jair Bolsonaro: A força política que desafia narrativas

Jair Bolsonaro: A força política que desafia narrativas

  • About
  • Advertise
  • Privacy & Policy
  • Contact
Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados
  • Política
  • Economia
  • Saúde
  • Anápolis
  • Goiás
  • Brasil
  • Opinião

© 2023