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Obras inacabadas: quando a inauguração vale mais que a entrega real ao povo

de Portal Anápolis
em Opinião
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Obras inacabadas: quando a inauguração vale mais que a entrega real ao povo
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Por Richelson Xavier

Tenho acompanhado com atenção os debates sobre as obras públicas em Anápolis e não posso deixar de destacar a importância de um projeto que, para mim, representa um marco de responsabilidade com o cidadão. Trata-se da lei de autoria do vereador Jakson Charles (PSB), que proíbe a inauguração e entrega de obras municipais incompletas, inacabadas ou que não estejam em condições de uso imediato pela população.

Esse projeto, que já se tornou lei, vai direto ao ponto: obra pública só deve ser inaugurada se estiver pronta para cumprir sua função. Parece óbvio, mas infelizmente não é o que temos visto ao longo dos anos. Quantas vezes já presenciamos inaugurações cheias de discursos e fotos, mas que, no dia seguinte, revelavam prédios sem equipamentos, sem profissionais e sem condições reais de funcionar? Essa é uma prática que engana a população, desperdiça recursos e transforma o que deveria ser conquista em frustração.

É justamente contra esse tipo de situação que a lei de Jakson Charles se levanta. Ela não apenas estabelece critérios técnicos e legais antes da inauguração, mas também exige responsabilidade dos gestores e transparência no uso do dinheiro público. Obriga que laudos técnicos atestem a segurança, a completude e a funcionalidade da obra antes que qualquer fita seja cortada. Isso é respeito ao contribuinte, é compromisso com a cidade.

Enquanto parte da política se perde em inaugurações simbólicas, transformando obras inacabadas em palco para propaganda, essa lei vem para lembrar o essencial: quem paga a conta é o povo, e o povo merece receber obras prontas, funcionais e seguras. Uma escola sem alunos, um hospital sem leitos ou uma praça sem condições de uso não podem ser tratados como vitórias. São, na verdade, símbolos de descaso.

Valorizo a iniciativa do vereador Jakson Charles porque ela coloca o debate no lugar certo: menos espetáculo, mais entrega real. Menos marketing, mais gestão responsável. É um passo importante para mudar uma cultura que, infelizmente, se repetiu em várias gestões, não só em Anápolis, mas em todo o Brasil.

A lei é simples, mas poderosa. Ela dá um recado claro: obra pública é para servir ao povo, não para alimentar vaidade política. E se cada obra passar a ser inaugurada apenas quando estiver de fato concluída, quem ganha é a comunidade, que poderá usufruir daquilo que foi financiado com o seu próprio imposto.

Eu acredito que esse projeto merece ser destacado porque rompe com a lógica do improviso e da propaganda fácil. Que ele seja aplicado com rigor e que sirva de exemplo para outros municípios. Afinal, não precisamos de placas de inauguração em obras inacabadas. Precisamos de escolas funcionando, hospitais atendendo e praças cheias de vida.

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