Pesquisa revela resiliência eleitoral do deputado federal, que segue entre os favoritos mesmo após semanas afastado da atividade política.
Por Richelson Xavier
A política costuma ser implacável com quem desaparece do debate público. No caso do deputado federal Gustavo Gayer (PL), porém, a lógica parece estar sendo outra. Hospitalizado, há mais de um mês sem participar da rotina de campanha e alvo constante de ataques de adversários, especialmente do senador Vanderlan Cardoso (PSD), Gayer continua demonstrando força eleitoral. Na pesquisa espontânea para o Senado, ele aparece na liderança, um dos indicadores mais importantes por medir a lembrança natural do eleitor. Já na pesquisa estimulada, permanece tecnicamente empatado com Vanderlan Cardoso e consolida sua posição entre os principais nomes da disputa, ao lado de Gracinha Caiado.
Outro dado que merece atenção está na rejeição. Vanderlan Cardoso lidera esse índice com 15,7%, enquanto Gustavo Gayer aparece em seguida, com 11%. Mais do que a fotografia do momento, os números sugerem um movimento político relevante. Enquanto a rejeição de Vanderlan cresce, a de Gayer permanece em um patamar consideravelmente menor. Em disputas majoritárias, a capacidade de conquistar novos eleitores costuma ser tão importante quanto a intenção de voto, e índices elevados de rejeição podem limitar esse crescimento. Nesse cenário, os números indicam que Gayer preserva espaço para ampliar sua competitividade ao longo da campanha.
A pesquisa foi realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas entre os dias 3 e 5 de julho de 2026, com 1.300 eleitores distribuídos em 61 municípios de Goiás. As entrevistas foram presenciais e domiciliares, com margem de erro de 2,8 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número GO-01366/2026. Faltando ainda um longo caminho até a eleição, o levantamento mostra que, mesmo enfrentando um período de dificuldades pessoais e forte desgaste provocado pelos adversários, Gustavo Gayer segue como um dos protagonistas da disputa pelo Senado e demonstra que, até aqui, os ataques não foram suficientes para tirá-lo do centro do cenário eleitoral.













