Jornalista comenta desdobramentos envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, defende apuração pública e afirma que questionamentos sobre a Corte exigem resposta institucional.
Por Richelson Xavier
Em seu comentário na noite deste domingo (13) no quadro “De Brasília, Alexandre Garcia”, o jornalista Alexandre Garcia concentrou sua análise na crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal e nas informações relacionadas ao ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. Ao citar editorial do jornal O Estado de S. Paulo, Garcia afirmou que o episódio também produz reflexos no cenário eleitoral e questionou o que chamou de “eloquente silêncio” do presidente Lula diante das revelações. Para ele, o STF chegou a uma situação em que tanto o avanço imediato das apurações quanto um eventual adiamento terão consequências. “Se ficar, o bicho come, se correr, o bicho pega”, afirmou. Garcia também mencionou declarações da ex-ministra do STJ e ex-corregedora nacional de Justiça Eliana Calmon, que, segundo ele, defendeu um afastamento cautelar de Moraes durante uma apuração administrativa.
Garcia defendeu transparência e participação pública na cobrança por esclarecimentos, argumentando que a autoridade do Supremo depende também de sua credibilidade. “Nós é que exigimos um Supremo limpo, porque sem moralidade um ministro do Supremo não tem poder para julgar. Poder moral”, declarou. Ao falar sobre Lula, citou o artigo 101 da Constituição, que estabelece como requisito para ministros do STF a reputação ilibada, e afirmou que a Corte estaria em “colapso”. O jornalista criticou ainda o processo de politização que, na avaliação dele, afastou o Supremo de sua função constitucional e comprometeu a percepção de imparcialidade. “Se não é imparcial, não é Justiça, não é juiz. Isso é fatal”, disse.
No comentário, Garcia também mencionou manifesto assinado por ex-governadores do Rio Grande do Sul e dezenas de entidades que pede julgamento público e apuração transparente dos fatos. Ao tratar das informações atribuídas a contatos e relações envolvendo Vorcaro, Moraes e outras autoridades, o jornalista defendeu cautela para que dados ainda sob investigação não sejam revelados antecipadamente e prejudiquem eventuais diligências. No encerramento, afirmou considerar existentes “fortíssimos indícios” de possíveis irregularidades, avaliação feita pelo próprio comentarista, e voltou a cobrar esclarecimentos. As acusações e interpretações apresentadas por Garcia não equivalem a conclusões judiciais sobre a prática de crimes pelas pessoas mencionadas.












