Candidato ao Senado por Goiás afirma ter cancelado agenda para acompanhar discussão envolvendo Alexandre de Moraes e critica pedido de vista de Flávio Dino, atuação de ministros e condução de Edson Fachin.
Foto: Reprodução/ Câmara dos Deputados
O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), candidato ao Senado por Goiás, usou as redes sociais na noite desta quarta-feira (16) para fazer duras críticas à sessão do Supremo Tribunal Federal que discutiu questões relacionadas ao ministro Alexandre de Moraes e às investigações do caso Banco Master. Gayer afirmou ter cancelado sua agenda em Goiás para acompanhar a sessão e disse que esperava uma definição da Corte. “Eu não quero nem saber se esse vídeo vai causar minha prisão ou não, se eu vou cair em mais um inquérito ou não, se eu vou ser considerado antidemocrático ou não. Eu não aguento mais ver o que estão fazendo com o nosso país”, declarou. Durante a gravação, o parlamentar classificou a sessão como uma “vergonha” e afirmou que esperava encontrar “uma luz no fim do túnel”, mas terminou frustrado com o resultado.
Gayer concentrou as críticas em Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino e no presidente do STF, Edson Fachin, além de mencionar André Mendonça, Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli. Na avaliação apresentada pelo deputado, a discussão deveria se concentrar na possibilidade de Moraes ser incluído nas investigações relacionadas ao Banco Master, mas uma questão de ordem alterou o andamento da sessão. Gayer criticou especialmente o pedido de vista de Dino, que suspendeu a análise, e afirmou que a medida poderá adiar uma definição por até 90 dias. “Eu passei o dia inteiro na esperança de que a gente pudesse ter uma resposta hoje”, disse. O parlamentar também acusou Moraes de crimes e corrupção e associou o ministro a Daniel Vorcaro. Essas afirmações foram apresentadas por Gayer como acusações durante o vídeo.
Ao final, Gayer relacionou o episódio diretamente à disputa pelo Senado em 2026 e defendeu a eleição de uma maioria de parlamentares alinhados à sua posição para enfrentar o Supremo. “Ou nós fazemos maioria no nosso Senado, ou nós não vamos ter chance nenhuma de salvar esse país”, afirmou. Segundo ele, seriam necessários cerca de 50 senadores dispostos a adotar uma postura mais incisiva contra integrantes da Corte. Em tom de desafio a Moraes, Gayer disse que não pretende se calar mesmo diante da possibilidade de sofrer consequências judiciais. “Você pode mandar a polícia aqui em casa. Você pode destruir minha vida, bloquear minhas contas, derrubar minhas redes”, declarou. O deputado encerrou reafirmando suas acusações contra o ministro e dizendo acreditar que ele será responsabilizado: “Você pode fazer a maldade que você quiser, mas a sua hora vai chegar.”












