Portal Anápolis
  • Política
  • Economia
  • Saúde
  • Anápolis
  • Goiás
  • Brasil
  • Opinião
Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados
  • Política
  • Economia
  • Saúde
  • Anápolis
  • Goiás
  • Brasil
  • Opinião
Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados
Portal Anápolis
Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados

Opinião: A segunda instância e a presunção de inocência

de Portal Anápolis
em Opinião
A A
WhatsappFacebookTwitter

Por Opinião Estadão

O Ministro Sérgio Moro esclarece o significado real da presunção de inocência. Também discorre sobre a decisão recente do STF sobre a prisão em segunda instância enfatizando que, apesar do dever de respeitar a decisão do STF, não houve consenso claro na decisão. Para salvaguardar a resposta à violação do direito das vítimas e impedir que o culpado se utilize dos infindáveis recursos da legislação brasileira, o Legislativo deve “deliberar sobre a justa aspiração da sociedade de que o processo penal cumpra as suas funções”. Confira trechos do artigo:

O núcleo essencial da presunção diz respeito às provas. Ninguém pode ser condenado criminalmente sem que existam provas categóricas, claras como a luz do dia. A essência do direito é cláusula pétrea, não pode ser alterada sequer por emenda constitucional e ninguém de bom senso defenderia a relativização dessa regra. 

Se países como Estados Unidos e França, que constituem berços históricos não só das revoluções liberais, mas também da presunção de inocência, admitem a prisão após o julgamento de primeira ou segunda instância, é intuitivo que a presunção de inocência não é compreendida universalmente no sentido de exigir o julgamento do último recurso, o trânsito em julgado, para início da execução da pena.

A recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) demandando o trânsito em julgado e revendo precedente anterior deve ser respeitada. O STF é uma instituição essencial à democracia. Ao exercer o controle de constitucionalidade e proferir decisões de impacto na vida dos brasileiros, só fortalece o Estado de Direito. Mas a decisão foi dividida, seis a cinco.

 A divergência apertada sobre o significado específico da presunção de inocência dá margem ao Congresso para alterá-lo, já que sobre ele inexiste consenso. Magistrados que compuseram a própria maioria vencedora, como o ministro Dias Toffoli, admitiram que o Congresso poderia alterar a legislação processual ou a Constituição para dar à presunção de inocência uma conformação diferente da interpretação que prevaleceu por estreita maioria.

Cabe ao Legislativo o protagonismo numa democracia. Cabe a ele, respeitosamente, deliberar sobre a justa aspiração da sociedade de que o processo penal cumpra as suas funções. Sim, devemos proteger o acusado, mas também temos de responder às violações dos direitos das vítimas, o que exige a efetiva punição dos culpados num prazo razoável. Isso deve depender exclusivamente da existência ou não de provas, e não da capacidade do acusado de utilizar os infindáveis recursos da legislação brasileira. Exigir a punição dos culpados não é vingança, mas, sim, império da lei. Reduzir a impunidade é essencial não só para justiça, mas também para prevenir novos crimes, aumentando os riscos de violação da lei penal. A prisão em segunda instância representa um alento para os que confiam que o devido processo não pode servir como instrumento para a impunidade e para o avanço do mundo do crime.

Via Boletim Coppolla

EnviarCompartilharTwitter

Mais Artigos

Márcio Corrêa amplia protagonismo político e reforça peso de Anápolis no cenário estadual
Opinião

Márcio Corrêa amplia protagonismo político e reforça peso de Anápolis no cenário estadual

Acorda, Goiás transforma Gustavo Gayer em protagonista de um novo momento da direita no estado
Opinião

Acorda Goiás transforma Gustavo Gayer em protagonista de um novo momento da direita no estado

Quando o discurso jurídico perde o limite diante da apologia ao extremismo
Opinião

Quando o discurso jurídico perde o limite diante da apologia ao extremismo

Jornalismo não é para agradar, é para informar e confrontar a realidade
Opinião

Jornalismo não é para agradar, é para informar e confrontar a realidade

Flávio Bolsonaro prega união e reforça liderança da direita em momento decisivo
Opinião

Flávio Bolsonaro prega união e reforça liderança da direita em momento decisivo

Acorda Goiás expõe força política de Gayer e movimenta disputa pelo Senado em Goiás
Opinião

Acorda Goiás expõe força política de Gayer e movimenta disputa pelo Senado em Goiás

Próximo Artigo

Goinfra executa, em 30 dias, mais de 100 serviços extraordinários em rodovias estaduais

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendado

Profissionalização de Jovens do Sistema Socioeducativo de Anápolis é exemplo de política pública

Profissionalização de Jovens do Sistema Socioeducativo de Anápolis é exemplo de política pública

DENGUE: Com 1,6 milhão de casos registrados em 2023, doença registra alta

DENGUE: Com 1,6 milhão de casos registrados em 2023, doença registra alta

Caiado e Daniel Vilela são empossados governador e vice de Goiás

Caiado e Daniel Vilela são empossados governador e vice de Goiás

Hospital Georges Hajjar é reinaugurado e Anápolis ganha 66 novos leitos de urgência

Hospital Georges Hajjar é reinaugurado e Anápolis ganha 66 novos leitos de urgência

Mais 21.060 doses da Pfizer chegam a Goiás para vacinação em quatro municípios

Goiás recebe mais 99.800 mil vacinas contra covid-19 nesta terça (20)

União Brasil e PP rebatem propaganda do PT com vídeo crítico: “Quem paga a conta são os pobres”

União Brasil e PP rebatem propaganda do PT com vídeo crítico: “Quem paga a conta são os pobres”

  • About
  • Advertise
  • Privacy & Policy
  • Contact
Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados
  • Política
  • Economia
  • Saúde
  • Anápolis
  • Goiás
  • Brasil
  • Opinião

© 2023